Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 17/02/2009

Cancelamento e reabertura do edital Finep/BDB N° 002/2008

O edital da Finep/BDB N°002/2008 lançado em 12 dezembro de 2008 para distribuição dos provedores, foi cancelado. Ele será relançado no dia 20/02/09 com novo cronograma e retificações em seu conteúdo.

Acompanhem informações no site do IBICT

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 04/12/2008

Workshop sobre Acesso Livre nas Unidades de Pesquisa

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) promoverá no dia 12 de dezembro, no Rio de Janeiro, a primeira edição do Workshop sobre Acesso Livre nas Unidades de Pesquisa.

O evento será realizado das 10h às 12h30, no auditório da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), situado na Rua General Severiano, 90, em Botafogo.

O workshop constará de um único painel para discutir a questão do acesso livre à produção científica, seus fundamentos e seus benefícios. Também será assinada a Carta Compromisso do Rio de Janeiro, na qual as unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério da Ciência e Tecnologia se comprometem a desenvolver ações aderentes ao movimento do acesso livre à literatura científica.

Após a realização do workshop, será lançado um edital para distribuição de servidores (hardware) para que as instituições públicas de ensino e pesquisa possam construir repositórios institucionais e estabelecer políticas institucionais de informação.

Mais informações: (61) 3217-6369/3217-6491

Fonte: Agência FAPESP

Publicado por: Aline Ferrari Freitas | 18/11/2008

Revista Liinc

O número 2 do volume 4 da Liinc em Revista este ano, é uma edição especial com o tema: Acesso Livre: um novo paradigma para a comunicação científica.

São artigos que tratam a respeito do Acesso Livre, a apresentação ficou por conta do Doutor em Ciências da Informação e Comunicação o Sr. Hélio Kuramoto, que escreveu sobre os novos desafios do Acesso Livre, apresentando os autores da edição, ações e conseqüencias deste movimento.

Escritores importantes no meio Open Access com Alma Swan, Pablo Ortellado, Sely Costa, Stevan Harnad e outros também contribuiram com seus artigos para esta edição especial.

No endereço eletrônico da revista é possível encontrar os resumos dos artigos e a versão em texto completo no foliinc-em-revista-edicao-especial-acesso-abertormato PDF.

Publicado por: kuramoto | 23/09/2008

Uma breve introdução ao Open Access (acesso livre)

Essa é a tradução de um texto elaborado por Peter Suber e que está sendo distribuído como parte das festividades do Dia Internacional do Open Access. O texto original pode ser lido no link da palavra “texto” na primeira linha desta matéria. Peço, por gentileza, caso identifiquem algum problema de tradução, façam-me saber. Na tradução tomei a liberdade de realizar pequenas alterações no texto original com o propósito de proporcionar melhor entendimento. Segue a tradução:

“Literatura em Acesso Livre significa que é digital, que o acesso é em linha, que o acesso é gratuito e livre da maior parte das restrições relativas a direitos autorais  e licenciamento. O que torna isso possível é a Internet e o consentimento do autor ou detentor dos direitos autorais.

 Acesso Livre é inteiramente compatível com a revisão pelos pares (peer review), e a maior parte das iniciativas de acesso livre, para a literatura acadêmica e científica, destaca a sua importância. Apenas os autores de artigos de revistas científicas doam o seu trabalho, tal como fazem a maioria dos editores de revsitas científicas, e os avaliadores que participam da avaliação (peer review).

 A literatura em Acesso Livre não é livre de custos, mesmo se ela é menos cara que a literatura publicada convencionalmente. A questão não é se a literatura acadêmica ou cientifica pode não ter custos, mas se há outras formas melhores de pagamento que não sobrecarreguem os leitores e crie barreiras de acesso. Os modelos de negócio para pagamento dependem de como o Acesso Livre é implantado.

Há dois veículos primários para implantar o Acesso Livre aos artigos de pesquisa: revistas científicas de acesso livre e arquivos ou repositórios de acesso livre.

Revistas de Acesso Livre (RAL)

As RAL fazem avaliações (peer review) e então tornam os conteúdos aprovados disponíveis livremente para o mundo. O custo desse processo consiste em avaliar, preparar o manuscrito, como também aquisição do espaço do servidor.

As RAL pagam as suas faturas de forma muito parecida com o modelo adotado pelas redes de televisão cadeias de rádio: aqueles que têm interesse em disseminar o seu conteúdo pagam os custos de produção inicial para que o acesso possa ser gratuito para todos. Às vezes isso significa que as revistas devem contar com subsídios de hospedagem por parte de sociedades profissionais ou universides. Isso pode significar também que as revistas cobrem uma taxa para publicar os artigos aceitos, taxa esta a ser paga pelo autor ou pelo patrocinador do autor (empregador, ou da agência de fomento).

As RAL que cobram honorários para a publicação de artigos  normalmente costumam renunciar a esta cobrança em caso de dificuldades econômicas.

As RAL que recebem subsídios institucionais tendem a não cobrar nenhuma taxa pela publicação.

As RAL podem fixar subsídios ou taxas menores se eles  têm receitas provenientes de outras publicações, publicidade, preços agregados ou serviços auxiliares. Algumas instituições e consórcios fornecem descontos. Alguns editores que adotam a filosofia de Acesso Livre renunciam ao pagamento da taxa a todos os pesquisadores afiliados à instituições que adquiriram uma assinatura anual. Há muito  espaço para a criatividade com o objetivo de encontrar formas de pagamentos ou ressarcimentos de custos de uma RAL avaliada pelos pares. Estamos longe de ter esgotado a nossa habilidade e imaginação.”

Arquivos abertos ou repositórios

Arquivos ou repositórios não são publicados antes de uma revisão, apenas disponibilizam seu conteúdo para o mundo. Eles podem conter preprints sem referências, postprints ou ambos.

Arquivos (Archives)

Os arquivos podem pertencer às instituições, tais como universidades e laboratórios, ou às disciplinas, tais como a física e a economia.

Autores podem Arquivar

Os autores podem arquivar seus preprints sem que necessitem de que qualquer outra permissão, e a maioria dos periódicos já permite que os autores arquivem seus postprints. Quando os repositórios são compatíveis com o protocolo OAI (Open Access Inititative) passam a ser interoperáveis e os usuários podem encontrar seus conteúdos sem conhecer a sua localização (dos repositórios)  e saber o que eles contêm. Existem pacotes de software livre de uso global para construção e manutenção de repositórios em conformidade com o  modelo OAI. Os custos de construção e manutenção desses repositórios são insignificantes: eles ocupam pouco espaço no servidor e demandam o trabalho de um técnico de informática e de um técnico de informação.

 

 

 

 

 

 

Publicado por: kuramoto | 22/09/2008

Dia Internacional do Acesso Livre

No próximo dia 14 de outubro três instituições (Public Library of  Science, SPARC e Students for Free Culture) propuseram que esse dia fosse consignado ao dia internacional do acesso livre, o Open Access Day.  Entre nesse link e veja a lista de atividades programadas para esse dia.

Aliás, diversas coisas interessantes e criativas já se encontram disponíveis para serem baixadas. Confiram as páginas criativas, nas quais vc poderá encontrar: 

Uma breve introdução ao OA de autoria de Peter suber
Papel timbrado, para que você possa fazer panfletos sobre seus próprios eventos
Botões Open Access 
Marcador de páginas Open Access 
Press Release do Open Access Day 
Banners do Open Access Day para postar em seu site, alguns em japonês!

Michael Geist considerando o cenário mundial do acesso livre, faz uma análise dos últimos acontecimentos e conclui que o Canadá tem perdido terreno na liderança do movimento do OA. Vejam trechos da sua matéria  publicada no Toronto Star, em 22 de setembro de 2008, Canadá deixa escapar o momento do OA. 

 

[Os partidos Liberal e Conservador do Canadá apoiam o aumento dos fundos para a pesquisa.] Embora as comunidades de pesquisa e empresarial dêem as boas vindas, sem dúvida, a um maior empenho financeiro, vale a pena contrastar a maior ênfase canadense aos gastos, com o enfoque australiano a um maior acesso à sua pesquisa.

 

O senador australiano Kim Carr, que atua como o Ministro da Inovação, da Indústria, da Ciência e Pesquisa, recentemente comprometeu-se a “promover o mais livre fluxo de informações possíveis, tanto a nível nacional e quanto mundial.” 

 

Os comentários de Carr seguem uma grande revisão da política que concluiu que na medida do possível, informação, pesquisa e conteúdos financiados pelo governo australiano … devem ser disponibilizados gratuitamente na Internet, como parte do espaço público global. Isto deve ser feito enquanto o governo australiano encoraja outros países a retribuir, tornando disponíveis as suas próprias contribuições para o espaço público digital global”.

 

O australiano move-se em direção a uma política nacional de acesso livre que é parte de uma tendência internacional que prioriza o uso da Internet para facilitar o acesso do público à pesquisa financiada com recursos públicos.

 

Nos últimos meses, os Estados Unidos e a União Européia deram passos firmes nessa direção, incluindo os mandatos legislativos que exigem dos pesquisadores, que obtiveram subvenções públicas para as suas pesquisas, tornarem os resultados de suas pesquisas publicados [em revista revisada por pares] disponíveis  gratuitamente em linha dentro de um prazo razoável. 

 

Muitas universidades têm seguido esse exemplo. Faculdades de Harvard e Stanford adoptaram políticas de acesso livre ….   Embora tenha havido algumas tentativas inverter esta evolução, por meio de lobbying, incluindo um mal-aconselhado projeto de lei recentemente submetido ao Congresso dos E.U.A., o momento  está claramente favorável ao acesso livre.  Isso, em geral, é verdade, também no Canadá. A Canadian Institutes of Health Research, uma agência de fomento para a área da saúde adoptou uma política de acesso livre, assim como duas outras grandes agências de fomento a pesquisa parecem caminhar na mesma direção. 

 

Canadenses também têm desempenhado um papel proeminente no apoio ao acesso livre para o mundo em desenvolvimento. Open Journal System, uma plataforma de software open source que facilita às editoras a construção de publicações periódicas de acesso livre, foi desenvolvido no Canadá e agora suporta cerca de 2000 jornais em todo o mundo. 

 

Da mesma forma, a Universidade de Toronto forneceu o mais importante apoio para o BioLine International, fundada em 1993, para trazer as revistas científicas, principalmente aquelas dos países em desenvolvimento, para a Internet. Hoje, Bioline hospeda 70 revistas de 15 países. No ano passado, mais de 3,5 milhão de artigos em texto integral foram baixados livremente do seu site. 

 

Embora as histórias canadenses de sucesso não possam ser esquecidas, continua-se a verificar um sentimento de que o Canadá está ficando para trás na área.

 

Embora os dirigentes políticos não tenham abordado a questão, poucas universidades canadenses surgiram como líderes globais. Na verdade … a Universidade de Calgary mantém-se como sendo a única instituição a apoiar financeiramente a publicações de acesso livre em suas faculdades. Mesmo o sucesso de BioLine International está em perigo, como a Universidade de Toronto inexplicavelmente desmentiu, recentemente, sobre um compromisso anterior dar um apoio permanente. Acontece que, 14 de outubro é tanto a data das eleições federais quanto o dia internacional de acesso livre. Embora o acesso livre não seja uma questão de urna, a abordagem do Canadá, sobre o acesso livre, diz muito sobre como ele vê o seu futuro, como um líder da pesquisa  e da inovação.

Publicado por: kuramoto | 17/09/2008

Carta aberta ao Congresso dos EUA

Carta Aberta ao Congresso dos EUA
Assinada por 33 ganhadores do prêmio Novel
9 de setember de 2008
Prezados membros do Congresso:

Como cientistas e laureados pelo prêmio Nobel escrevemos para apoiar o NIH Public Access Policy que foi instituído no início deste ano como um mandato do Congresso. Esta é uma das mais importantes iniciativas de acesso público levada a cabo. Por último, cientistas, médicos, profissionais de saúde, bibliotecas, estudantes, investigadores e milhares de instituições acadêmicas e empresas que terão acesso aos trabalhos publicados de cientistas que foram apoiados pelo NIH.

Para os cientistas que trabalham na vanguarda do conhecimento, é essencial que eles tenham acesso livre à literatura científica mundial. Cada vez mais, não apenas cientistas e pesquisadores, mas as mais bem-financiadas universidades têm encontrado dificuldades em manter as assinaturas de suas coleções de revistas científicas, devido à escalada dos custos das assinaturas de revistas, as quais fornecem o sangue de suas vidas: a informação científica. Um importante resultado da política de acesso público do NIH é que uma quantidade crescente de conhecimentos científicos estão livremente disponíveis para aqueles que precisam de usá-la e através da internet a divulgação do conhecimento ficou mais fácil.

A clientela para este conhecimento esotérico não são apenas um grupo de cientistas e pesquisadores universitários que fazem avançar as fronteiras do conhecimento. Cada vez mais, os estudantes do ensino médio preparando para as suas feiras de ciência necessitam de ter acesso a esse material para que também eles possam sentir a emoção da pesquisa. Os professores que preparam cursos, também precisam de ter acesso à ciência mais atualizada para aumentar a inevitavelmente desatualização dos livros didáticos. Mais importante ainda, o público leigo quer saber sobre os resultados da pesquisa científica que possam ser pertinentes aos diagnósticos e modalidades de tratamentos da sua própria saúde.

A literatura científica é o nosso património comum. Ela foi montada pelo árduo trabalho de centenas de milhares de cientistas e os resultados são essenciais para a prossecução da ciência. As descobertas científicas que podem levar a novos tratamentos para a doença, a um melhor diagnóstico ou a aplicações inovadoras na indústria dependem totalmente do acesso não apenas à literatura especializada, mas sim para completar a literatura publicada. Uma pequena descoberta em um campo combinado com uma segunda descoberta, em algum outro campo completamente não relacionado com o primeiro  desencadeia frequentemente ”Eureka” momento que conduz a uma inovador avanço científico. O acesso público torna isso possível.

O atual movimento pelos editores está errado. O mandato do NIH veio justificado por intermédio de uma política que serve aos melhores interesses da ciência, dos cientistas que praticá-lo, dos estudantes que lerem sobre o mesmo e dos contribuintes que pagam por ele. Os legisladores que aprovaram  essa política devem ser aplaudidos e quaisquer tentativas de enfraquecer ou de inverter esta política deve ser travada.

Nome, Categoria do Prêmio Nobel obtido, Ano
David Baltimore, Physiology or Medicine, 1975
Paul Berg, Chemistry, 1980
Michael Bishop, Physiology or Medicine, 1989
Gunter Blobel, Physiology or Medicine, 1999
Paul Boyer, Chemistry, 1997
Sydney Brenner, Physiology or Medicine, 2002
Mario Cappechi, Physiology or Medicine, 2007
Thomas Cech, Chemistry, 1989
Stanley Cohen, Physiology or Medicine, 1986
Robert Curl, Chemistry, 1996
Johann Deisenhofer, Chemistry, 1988
John Fenn, Chemistry, 2002
Edmond Fischer, Physiology or Medicine, 1992
Paul Greengard, Physiology or Medicine, 2000
Roger Guillemin, Physiology or Medicine, 1977
Leland Hartwell, Physiology or Medicine, 2001
Dudley Herschbach, Chemistry, 1986
Roald Hoffman, Chemistry, 1981
H. Robert Horvitz, Physiology or Medicine, 2002
Roger Kornberg, Chemistry, 2006
Harold Kroto, Chemistry, 1996
Roderick MacKinnon, Chemistry, 2003
Craig Mello, Physiology or Medicine, 2006
Kary Mullis, Chemistry, 1993
Joseph Murray, Physiology or Medicine, 1990
Marshall Nirenberg, Physiology or Medicine, 1968
Paul Nurse, Physiology or Medicine, 2001
Stanley Prusiner, Physiology or Medicine, 1997
Richard Roberts, Physiology or Medicine, 1993
Susumu Tonegawa, Physiology or Medicine, 1987
Hamilton Smith, Physiology or Medicine, 1978
Harold Varmus, Physiology or Medicine, 1989
James Watson, Physiology or Medicine, 1962
Publicado por: kuramoto | 17/09/2008

Carta de nove organizações apoiam a política do NIH

Nove organizações (biblioteca, editoras,  e organizações de interesse público) encaminharam, no último 5 de setembro, carta à Comissão Judicial da Câmara, apoiando o NIH e opondo-se ao projeto de lei de John Conyers.  Vejam trechos da carta:

“… fundo de pesquisa do governo dos E.U.A., com a expectativa de que novas idéias e descobertas de pesquisa, irá impulsionar a ciência, estimular a economia, e melhorar a qualidade de vida e bem-estar dos americanos. O apoio público para a ciência é reforçado quando o público vê diretamente os benefícios do investimento de nossa nação na pesquisa científica.

O progresso da pesquisa científica é alcançado pela ampla difusão do conhecimento, e a subsequente construção a partir dos trabalhos dos outros. Para esse fim, a política de acesso público do NIH garante que os resultados do investimento de US $ 29 bilhões anuais da nossa nação na pesquisa científca cheguem à audiência mais ampla possível ….

A referida política alcança  vários notáveis objetivos: Em primeiro lugar, garante amplo acesso do público aos resultados da pesquisa financiada publicamente pelo NIH, permitindo que cientistas e pesquisadores de todo o país – na verdade de todo o mundo - colaborarem e integrem atividades de pesquisa de ponta. Essa disponibilidade funciona como um elevador, expandindo a base de  potenciais usuários, permitindo maior compartilhamento da informação e estimulando os progressos da medicina e das inovações.

Em segundo lugar, a referida política assegura que o governo americano manterá um arquivo permantente contendo os resultados das pesquisas fincnaciadas coletivamente….. Por último, a referida política proporciona a bem-vinda governança e transparência ao governo, e assiste a uma melhor gestão da nossa NIH em investimentos na sua carteira de pesquisa científica ….

Na direção do Congresso, o NIH Public Access Policy  foi recentemente revisto para exigir que os bolsistas do NIH depositem os seus manuscritos ao invés de fazê-lo voluntariamente. Líderes do Congresso tem validado essa política. Uma vez que a política tornou-se obrigatória no início de abril, a taxa de depósito aumentou de 10% para quase 60%. Esta alteração garante que os mais de 80000 artigos resultantes de financiamentos do NIH estarão, pela primeira vez, disponíveis para qualquer investigador, médico, professor, estudante ou membro do público que desejar acessar.

Em Washington, algumas pessoas manifestaram preocupação com os direitos dos autores no âmbito do NIH Public Access Policy. Como biblioteca, nós respeitamos plenamente a lei de copyright e a proteção a criadores de conteúdos, proprietários de conteúdo, e aos utilizadores de conteúdos. A pesquisa científica financiada pelo NIH é passível de possuir direitos de autor e estes pertencem ao autor. O NIH Public Access Policy exige apenas a concessão de uma licença não-exclusiva para NIH, plenamente consistente com políticas federais, como a Circular A-110 e Circular A-102. Essa política, deixa o autor livre para transferir parte ou a totalidade dos direitos exclusivos de autor ao editor de um jornal, ou de ceder em qualquer lugar onde estes assim o desejarem. No link o leitor encontrará uma breve nota mostrando de forma detalhada como o NIH Public Access Policy  não afeta os direitos autorais ….

A carta é assinada pelo American Association of Law Libraries, American Library Association, a Association of College and Research Libary, a Association of Research Libraries, da Greater Western Library Alliance, Public Knowledge, Public Library of Science, SPARC (acadêmicos Publishing & Academic Recursos Coalition) e o Special Libraries Association.”

PS: Note-se que a Comissão Judicial suspendeu a tramitação do projeto de lei Conyers pelo menos até 2009.

A II Conferência Ibero-Americana de Publicações Eletrônicas no Contexto da Comunicação Científica – CIPECC 2008 está sendo promovida, organizada e realizada pela Coordenação de Ensino, Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Informação do IBICT, em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCINf), da UNB. O evento será realizado no período de 17 a 21 de novembro, nas instalações da CPRM – Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, na cidade do Rio de Janeiro, RJ, e terá como tema central Percursos Digitais entre Ciência, Tecnologia e Inovação.

As atividades desenvolvidas durante a CIPECC serão concentradas praticamente no mesmo espaço físico, uma vez que ocorrerão nas dependências de instituições da circunvizinhança do IBICT, no Rio de Janeiro, ou seja, na UFRJ, no campus da Praia Vermelha, nos Laboratórios de Treinamento da Escola Superior de Redes da RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa e nos auditórios do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF) e da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM).

O primeiro dia, 17 de novembro, será dedicado aos Workshops, de natureza instrumental e temática relativa a questões tecnológicas emergentes. À noite deste dia será realizada a Sessão de Abertura e, a partir do dia 18 até o dia 21 de novembro, das 9 às 18 horas, serão desenvolvidas as atividades técnico-científicas, em torno da temática, e conforme a estrutura do evento e a programação estabelecida.

Subtemas

Subtema 1 – Políticas nacionais e internacionais, governamentais e institucionais para acesso aberto: discussões sobre as repercussões e os diferentes aspectos que envolvem a questão, como papel das agências de fomento, editoras, universidades, barreiras, estratégias, grau de engajamento e absorção do novo formato pelos países.

Subtema 2- Metrias da comunicação científica: da bibliometria/informetria à webmetria: estudos que incluem produtividade, análises de citação e fator de impacto, na geração de indicadores de C, T & I, em geral (Cientometria), essenciais para orientação do planejamento e gestão desse setor.

Subtema 3 – Propriedade intelectual e ética nas práticas científicas em formatos digitais e impressos: questões jurídicas e legais, especialmente as decorrentes das novas relações no ciberespaço.

Subtema 4 – Infra-estrutura de informação para acesso aberto: repositórios temáticos e institucionais, bibliotecas digitais, incluindo aspectos tecnológicos, como interoperabilidade, OAI, e a discussão em torno de ferramentas e metodologias.

Subtema 5 – Qualidade e sustentabilidade dos periódicos científicos eletrônicos: análise sobretudo de caráter científico e econômico, novos modelos de negócios, perspectivas e possíveis horizontes dos periódicos eletrônicos.

Público alvo: professores, pesquisadores, editores, especialistas, alunos e profissionais de informação da área de Ciência da informação e afins, como Ciência da Computação, Comunicação, Biblioteconomia, Arquivologia, Museologia e outras, em especial os que exercem atividades relacionadas a periódicos científicos e à Comunicação Científica, em geral.

Essa matéria foi extraída do blog de Peter Suber. Ela trata de uma declaração liberada pelo Canadian Research Knowledge Network (CRKN) apoiando o Open Access. Veja a matéria:
A Canadian Research Knowledge Network (CRKN) liberou uma declaração sobre Modelos Alternativos de Publicação e Acesso Livre, a qual fo aprovada pelo Conselho de Administração do CRKN em 9 de setembro de 2008, e será apresentado à Assembléia Geral Ordinária em 23 de setembro de 2008, para debate e ratificação. (agradecimentos a Leslie Chan.)
  • Vejam abaixo um trecho da declaração:

    Princípios

    CRKN afirma que o acesso amplo e duradouro para os materiais e as realizações acadêmicas de pesquisa científica integra a infra-estrutura de pesquisa do Canadá, e é vital para o progresso da ciência, da sociedade civil e do bem estar global.

    CRKN está empenhado em garantir o mais amplo acesso ao mundo do conhecimento para o benefício dos seus membros, das universidades e das comunidades a que servem – pesquisadores, estudantes, funcionários e o público em geral.

    CRKN está empenhada em trabalhar dentro de um quadro que inclui novos modelos de editoras acadêmicas, bem como conteúdo de concessão de licenças, vendo-os como estratégias complementares que tanto contribuem para os objetivos globais de redução de barreiras e maximizando o acesso aos materiais e resultados de pesquisa ….

    Ações

    1. Foco nos conteúdos e resultados de pesquisa canadense Canadian.

    1.1. CRKN vai abrir canais formais de discussão com as editoras canadenses, fornecedores de conteúdos e agências de fomento para explorar o modo como CRKN pode ser um parceiro ativo para ajudar na transição para um ambiente acesso livre.

    Resultado: desenvolvimento de um plano de atividades para 2009 para projeto(s) piloto(s)

    1.2. CRKN terá um papel ativo, maximizando o acesso aos resultados da pesquisa canadense, a concessão e implementação de políticas, a redobrar os nossos esforços com os editores a fim de garantir os direitos do autor arquivar os manuscritos publicados em revistas institucionais ou de acesso livre revisados pelos pares.

    Resultado: disposições formais dentro CRKN, contratos de assinaturas, com cronograma de renovações de licenças de publicações.

    2. Foco na atuação como ponto focal nacional para as iniciativas internacionais de acesso livre

    2.1. CRKN irá funcionar como um ponto focal nacional para as iniciativas internacionais de acesso livre, onde CRKN é a única agência capaz de desempenhar o papel de coordenação e/ou gestão financeira em nome dos seus membros.

    Resultado: Participação na iniciativa internacional, 2009-2010.

    3. Foco em fazer avançar o acesso livre disposto no programa de licenciamento conteúdo

    3.1. CRKN irá promulgar modelo licença e acordos contratuais que prevêem a mais ampla base de usuários e uso para os membros da comunidade.

    3.2. CRKN irá negociar agressivamente para reduzir as taxas de licenciamento para os recursos de conteúdos que tenham a possibilidade de escolha no fornecimento aberto (ou seja, o autor paga).

    3.3. CRKN irá trabalhar com as comunidades de pesquisadores e editores para o desenvolvimento de ferramentas para explorar desenvolvimento de ferramentas e suporte aos direitos de uso para mineração de texto.

    Resultado: desenvolvimento de projeto piloto, 2009-2010

Ao ler e analisar esses principais pontos da declaração do CRKN verificamos um excelente exemplo para que as nossas agência de fomento saiam da inércia e comecem a agir em direção ao acesso livre, que em última instância significa ir em direção à maximização da visibilidade de nossas pesquisas, de nossos pesquisadores e dos benefícios à sociedade brasileira como um todo. Portanto, o acesso livre não deve ser visto da forma como é vista hoje pelas agências de fomento brasileiras e, porque não dizer da mesma forma como alguns dirigentes de universidades vêem, ou seja com a idéia errônea de que as ações do acesso livre irá colocar o pesquisador contra a parede ou que o acesso livre vai acabar com os portais de periódicos comerciais.

Ao contrário dessas visões errôneas daqui do nosso país, o CRKN toma uma atitude inédita entre as agências de fomento internacionais, se propõe não somente a apoiar as ações de acesso livre, mas também a ir negociar de forma agressiva com os editores científicos de forma a diminuir os custos de licenciamento ou assinatura dos periódicos científicos. Belo exemplo!!!!

É chegada a hora de o Ibict, o CNPq e a Capes sentarem à mesa e definir um plano estratégico de implantação do acesso livre ao conhecimento científico. Nâo dá mais para a questão do acesso livre, no Brasil, ser levado por apenas uma pessoa.

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