2ª Parte
2) O Acesso Livro se justifica pelo fato de as editoras de revistas recebem gratuitamente dos autores os direitos de copyright de seus trabalhos e pesquisas para depois comercializam essas publicações auferindo lucros exorbitantes.
Gustavo Henn defende no Blog ExtraLibris que “…as principais revistas nacionais de CI são ligadas e dependentes de universidades públicas – tirando a DGZ. Mas em áreas de ponta, há empresas editoras que gastam fortunas para publicar autores e pesquisas interessantes – de verdade – e fazê-las circular mundo afora e país adentro. Com impacto sem igual.”
Com base nessas argumentações, expomos duas considerações:
1° As publicações científicas dependentes de universidades e instituições públicas, deverão, pelo que está previsto no projeto de lei 1120/2007, ser disponibilizadas em Acesso Livre, uma vez que foram produzidas com financiamento público.
2° O fato de grandes editoras gastarem muito dinheiro para publicar pesquisas de qualidade e fazê-las circular pelo mundo, passa a ser desnecessário. Já que os artigos em Acesso Livre têm maior visibilidade e incremento no número de citações, conforme notícia, já publicada neste blog.
Dessa forma, não se justifica gastar “fortunas” para divulgar um bom artigo, que será mais conhecido e citado se estiver em Acesso Livre. Temos, ainda, que mencionar os benefícios para o usuário, que não tem o ônus de manter assinaturas (as revistas tradicionaos são pagas e caras) já que o no Acesso Livre não há custos de assinatura nem de manutenção para o usuário.
Em 14 de outubro do ano passado, aconteceu o primeiro Dia do Acesso Livre, que contou com a participação de 120 universidades e de 27 países. Devido ao sucesso do ano passado, a data este ano será estendida, não vamos comemorar apenas o Dia do Acesso Livre, mas a Semana do Acesso Livre – Open Access Week.
Podemos dizer que Acesso livre e UNL (Universal Network Language) são iniciativas complementares, apesar de serem iniciativas distintas, elas se aproximam pela finalidade que é a diminuição de barreiras para a comunicação científica. Para um melhor entendimento do papel
