A realização, esta semana, do I Simpósio de Acesso Livre à Informação foi coroada de muito êxito pela expressiva presença de especialistas, brasileiros e estrangeiros, no assunto. Além disso, esse simpósio contou com a participação de cerca de 400 inscritos. O grande interesse ficou demonstrado pela lotação do auditório em todos os paineis, asism como pelas discussões e questionamentos efetuados pela platéia ao final dos painéis.
Os participantes demonstraram, em conversas de corredor, o interesse em ver realizado um segundo evento sobre o referido tema. As apresentações feitas por especialistas como Johan van Reenen, Cynthia Radding, Eloy Rodrigues e Ed Fox, dão conta de que as propostas apresentadas pelo Ibict estão em consonância com o que vem ocorrendo em países como os EUA, Portugal e outros países da Europa.
Cabe agora iniciar uma segunda etapa que é de promover a construção de repositórios e publicações eletrônicas, além de sensibilização da comunidade científica como um todo.
Ao analisar o desenrolar desse evento, as apresentações feitas pelos palestrantes, as experiências apresentadas pelos especialistas, como por exemplo da Universidade do Minho, mostrada por Eloy Rodrigues, chega-se à conclusão que o caminho que ora se inicia não tem mais volta, os Open Archives estão consolidados no Brasil. Poder-se-ia dizer que se trata de uma conclusão precipitada. No entanto, ao ouvir depoimentos como o do Prof. Johann van Reenen, o qual afirmou ser a Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), desenvolvida e em fase de implantação pelo Ibict, é pioneira e a maior iniciativa de teses e dissertações na América Latina. Hoje, a BDTD, segundo o Registry of Open Access Repositories (ROAR), é a segunda maior biblioteca digital de teses e dissertações no mundo, reunindo 45 universidades brasileiras com um acervo total que ultrapassa as 25 mil teses e dissertações em texto integral.
Junta-se a essa iniciativa, o SciELO, o BDJur, o Portal Oasis.Br, as mais de cem revistas científicas eletrônicas construídas por meio da utilização do Sistema Eletrônica de Editoração de Revistas.
Ainda segundo o ROAR, o Brasil é o quarto país em número de repositórios de acesso livre, ficando atrás de países como os EUA, o Reino Unido e a Alemanha. São essas constatações que nos fazem crer que o Brasil adotou um caminho que não tem mais volta e se encontra total e devidamente inserido no contexto do movimento internacional de acesso livre à informação.